quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Brasil supera crise e entra em fase de forte expansão, diz FGV

Folha Online

A economia brasileira passou "para a fase de 'boom'" e se destacou entre as demais da América Latina, com um ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos, segundo pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria com o instituto alemão Ifo e divulgada nesta quinta-feira. Na pesquisa anterior, de julho, o indicador estava em 5,5 pontos.

O ISA (Índice da Situação Atual) no Brasil aumentou de 4,3 para 6,4 pontos e o IE (Índice de Expectativas) passou de 6,6 para 8,4 pontos. "O Brasil se destaca por apresentar os maiores índices da região seja o de clima econômico, situação atual ou de expectativas", informou a FGV em comunicado.

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O Brasil também lidera entre os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) com um ICE de 7,4 pontos. A Índia ficou com 7 pontos; a China com 6,5 pontos); e a Rússia com 4,7 pontos.

O ICE da América Latina atingiu 5,2 pontos entre julho e outubro de 2009 --superando, pela primeira vez desde janeiro de 2008, a média dos últimos dez anos (5,1 pontos). O ISA passou de 2,6 pontos para 3,3 pontos e o IE, de 5,4 pontos para 7 pontos. "A situação atual ainda é considerada desfavorável, mas as expectativas melhoram e continuam apontando para um cenário positivo", destaca a FGV para a região.


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Especial

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Lula fala em crescimento chinês no 3º trimestre: 9% - Do blog de Josias de Souza

A economia brasileira já está crescendo "a um ritmo chinês". Quem informa é Lula.

Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre de 2009 deve crescer cerca de 9%.

A cifra foi mencionada na coluna "O Presidente Responde".

É veiculada às terças-feiras. Lula responde a três perguntas de leitores.

Na coluna desta terça (17), a primeira questão coube ao economista Michel de Lima, de Valinhos (SP).

Ele pergunta por que as reservas internacionais não são destinadas a investimentos.

Na resposta, Lula anota que as reservas (US$ 233 bilhões) "foram fundamentais para a resistência à crise financeira".

Alfineta FHC: "No governo passado, o Brasil era um país devedor. Quando ocorria uma crise, quebrava e tinha que apelar ao FMI [...]".

Atribui às reservas a "estabilidade econômica" que garante "recursos para amplos investimentos".

Entre eles os "programas sociais, como o Bolsa Família" e as "milhares de obras de infraestrutura do PAC".

Na parte final da resposta, Lula escreve que "vários indicadores" demonstram o "clima altamente favorável" que se observa no Brasil.

"Cito o saldo positivo, em pleno ano da crise, de 1 milhão de empregos com carteira assinada".

Serviu-se de um dado divulgado nesta segunda (16) pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho).

Lupi informou que foram criados em outubro 230.956 vagas com carteira assinada.

São números do Caged, o cadastro que coleciona informações sobre a evolução do emprego.

O saldo dos primeiros dez meses de 2009 foi a 1,163 milhão de empregos, contra 2,147 milhões no mesmo período do ano passado. A crise engoliu 984 mil vagas.

Na última frase de sua resposta, Lula injeta a analogia chinesa: "O PIB do terceiro trimestre, deve registrar crescimento a um ritmo chinês, de cerca de 9%".

Anualizando-se o dado, conclui-se que o crescimento da economia brasileira já roça os 5%.

Nesta segunda, a propósito, o Banco Central divulgou o resultado da pesquisa que realiza semanalmente entre os operadores do mercado.

Os economistas ouvidos revisaram para o alto a previsão do PIB de 2010. Há uma semana previa-se alta de 4,83%. Agora, estima-se 5%.

A prevalecer essa previsão, o governo chega à eleição de outubro de 2010 com um cenário de sonho.

A candidatura oficial de Dilma Rousseff surfará em nda benfazeja. Ouça-se, por oportuno, o ministro Lupi:

"Para 2010, teremos o melhor ano do governo Lula na geração de empregos. Serão criados 2 milhões de novos postos de trabalho no Brasil".

  • Do blog de Josias de Souza.