quarta-feira, 13 de julho de 2011

Cepal prevê alta de 4% do PIB brasileiro em 2011 e 2012

A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal, da ONU) prevê que o PIB do Brasil crescerá 4% em 2011 e 4% em 2012. Em seu Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2010-2011, apresentado hoje, a Cepal diz acreditar que o PIB da região crescerá 4,7% neste ano e 4,1% em 2012.
"O crescimento regional em 2011 se baseia, em grande medida, no impulso do consumo privado, explicado pela melhora dos indicadores laborais e pelo aumento do crédito. Ao mesmo tempo, o esgotamento da capacidade produtiva ociosa, originado da sustentação da demanda interna, está dando lugar a um aumento dos investimentos que se beneficia de uma disponibilidade de crédito maior e que recupera os níveis alcançados antes da crise", diz o relatório. O documento prevê que a taxa de desemprego média da região se reduza a algo entre 6,7% e 7% em 2011, de 7,3% em 2010.
Segundo o relatório, "no panorama atual, a atração maior que a região exerce para os fluxos de capitais e as pressões altistas das moedas locais poderiam ter um efeito benéfico no curto prazo, que contribuiria para aliviar a pobreza, ao limitar os preços dos alimentos. Apesar disso, essa situação coloca uma série de riscos e dificuldades".
A Cepal recomenda que "as autoridades econômicas da região devem implementar medidas para conter a apreciação cambial, combinando intervenções nos mercados de moedas, controles sobre a entrada de capital e regulamentação financeira.

Essas medidas aumentariam seu potencial se fossem acompanhadas por uma política fiscal orientada a economias no setor público".

sábado, 18 de junho de 2011

Economistas explicam os riscos de a economia crescer muito

Matheus Lombardi
Do UOL Economia, em São Paulo
Quando somamos todas as riquezas produzidas no país temos o Produto Interno Bruto (PIB). É por isso que os resultados anunciados pelo governo são tão aguardados. O PIB é o principal “termômetro” da economia.
No ano passado, o Brasil cresceu 7,5%. Para este ano, o governo espera uma redução no ritmo de crescimento, que deve ficar em torno de 4,5% a 5%. No primeiro trimestre deste ano, o PIB cresceu 4,2% em relação ao  mesmo período do ano passado.
O crescimento é positivo porque abre e amplia empresas, gera empregos e aumenta salários. Mas também há problemas, porque se o consumo crescer muito rapidamente, as empresas não conseguem produzir o suficiente para abastecer o mercado. Um dos efeitos é a inflação -alta de preços, porque um produto muito procurado e não encontrado passa a valer mais.
O governo vem adotando medidas para desestimular o consumo: aumentou o valor do pagamento mínimo da fatura do cartão de crédito; elevou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre gastos no cartão de crédito fora do país e sobre captações de recursos no exterior; tornou obrigatório uma entrada de pelo menos 20% nos financiamentos entre 24 e 36 meses para carros novos ou usados.
Para o economista da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) Antônio Corrêa de Lacerda, a redução no ritmo do crescimento da economia do país é importante para que não haja problemas no futuro.
“O governo age certo em segurar o crescimento. Temos que fazer obras de infraestrutura, como aeroportos e estradas. Nós precisamos estar preparados para continuar crescendo”.
Quanto ao futuro, Lacerda é otimista em relação ao país e diz que com obras de infraestrutura o Brasil pode crescer ainda mais nos próximos anos.
“O país deve continuar crescendo. O Brasil está num momento em que é preciso fazer obras e arrumar a casa. Não adianta querer dar um passo maior que a perna”, declarou.

Consumo

Um dos riscos de um PIB muito alto é o excesso de confiança do consumidor e o aumento no número de devedores. Num momento de crescimento, os trabalhadores ficam mais otimistas e sentem mais seguros para gastar.
Muita gente acaba comprando além do que pode,  e o resultado são as dívidas.
Segundo o economista José Nicolau Pompeo, o consumo cresceu de forma acelerada nos últimos anos e é no cartão de crédito em que há mais problemas.
”As pessoas estão se endividando principalmente no cartão de crédito. É uma febre mundial. Não adianta nem falar para a pessoa deixar de usar o cartão para fazer compra, porque ninguém escuta”, afirmou.

Inflação

Com o aumento do consumo, os preços também sobem. E a inflação, que já foi uma das maiores inimigas da economia do país nas décadas passadas, começa a ameaçar novamente.
“As pessoas compram mais e os preços aumentam. Uma das principais formas que o governo tem para segurar o impulso das pessoas em comprar é dificultar o crédito, cobrando taxas mais altas.

Isso é necessário”, disse Pompeo.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011

FMI reduz projeção do PIB brasileiro, mas vê ‘avanço robusto’ na AL

17 de Junho de 2011 | Por: Agência Estado

Blanchard acrescentou que a nova estimativa para o crescimento da economia brasileira também prevê que a política monetária terá que ser um pouco mais apertada.

"Isso vai resultar num crescimento mais fraco, e é uma das principais razões para a revisão", afirmou. Sobre a inflação no País, o economista-chefe do FMI não mostrou grande preocupação e previu que o IPCA irá retornar ao centro da meta, de 4,5%, em 2012.

"Poderia ser um problema, mas o Banco Central está bem ciente disso."

Questionado sobre alertas recentes feitos por economistas de mercado, como Nouriel Roubini, a respeito da possibilidade de um 'hard landing' da economia chinesa, Blanchard disse que sempre há alertas desse tipo sobre a China que acabam não se confirmando.

"É claro que pode ocorrer, e poderia ocorrer no futuro, mas não achamos que isso vá acontecer porque as autoridades chinesas já pisaram no freio muito fortemente", afirmou.

Blanchard reconheceu que existe a possibilidade de os preços dos imóveis estarem muito elevados em alguns lugares da China, mas avalia que, mesmo que eles caiam muito, não haverá efeitos semelhantes à crise dos EUA.

"As pessoas não têm hipotecas na China. Alguns bancos poderão ter problemas, mas o Estado provavelmente irá ajudá-los a se capitalizarem. Portanto, estamos bastante otimistas com a China", garantiu o economista. Para este ano, Blanchard prevê expansão de 9,6% da economia chinesa, seguida de 9,5% em 2012.
 

América Latina

A revisão do relatório prevê um avanço "robusto" do crescimento da América Latina e Caribe, que deve superar 4,6% em 2011 e 4,1% no próximo ano, e alerta para o risco de superaquecimento na região.

"A expansão tem sido mais forte na América do Sul, onde os preços altos de commodities e as boas condições de financiamento externo estão alimentando a demanda doméstica", afirma o relatório, divulgado hoje (17), em São Paulo.

"O hiato do produto fechou na maior parte da região e começam a aparecer sinais de sobreaquecimento: a inflação está subindo, déficits de transações correntes estão aumentando e o crédito e preços de ativos estão crescendo rapidamente", diz o documento do FMI.
No caso dos mercados emergentes, a aceleração da demanda, com maior consumo de alimentos e combustíveis, está pressionando os índices de preços para cima. As altas de preços, alerta o Fundo, estão aumentando o desafio de governos para conter a inflação e proteger os cidadãos mais pobres.

O FMI afirma que a inflação mundial acelerou de 3,5% no fim de 2010 para 4% entre janeiro e março deste ano, superando em 0,25 ponto porcentual o índice projetado em abril. Segundo o documento, isso se deve ao aumento acima do esperado nos preços das commodities, mas o FMI observa que o núcleo da inflação continua baixo nos EUA e Japão, e subiu apenas moderadamente na zona do euro.
 

EUA
O FMI está mais otimista em relação às perspectivas para as contas públicas dos Estados Unidos, apesar de ter reduzido a estimativa de crescimento do país para 2,5% em 2011, abaixo dos 2,8% estimados em abril.

O Monitor Fiscal indica que o déficit nominal da maior economia do mundo deve alcançar 9,9% do PIB, ante a projeção anterior de 10,8%. De acordo com o FMI, as receitas oficiais estão mais fortes do que o esperado, enquanto as despesas ficaram menores do que fora projetado.

Neste contexto, o FMI acredita que os EUA conseguirão atingir os objetivos fiscais de 2012 com esforços mais suaves na gestão das contas públicas.

Contudo, o Fundo ressalva que, para assegurar uma trajetória fiscal sustentável, é urgente" obter um apoio político abrangente para implementar um conjunto balanceado de medidas específicas a fim de dar base a "um plano de ajuste crível de médio prazo", com o apoio do Congresso, que tenha, entre seus objetivos, uma meta para o tamanho da dívida pública.
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Economia brasileira cresce 4,2% no 1º trimestre

Do UOL Economia, em São Paulo

PIB no 1º trimestre foi de R$ 939,6 bi; compare

Foto 1 de 11 - EIKE BATISTA
As riquezas geradas no país de janeiro a março equivalem a 19,7 vezes a fortuna de R$ 47,55 bilhões (US$ 30 bilhões) do empresário Eike Batista, a pessoa mais rica no Brasil e a oitava no mundo Fred Prouser/Reuters
A economia brasileira cresceu 4,2% no primeiro trimestre de 2011 na comparação com o mesmo período do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Em relação ao último trimestre de 2010, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,3%. De janeiro a março deste ano, a riqueza gerada foi de R$ 939,6 bilhões .
A formação bruta de capital fixo, uma medida dos investimentos, aumentou 1,2% frente ao quarto trimestre do ano passado. O maior destaque, de acordo com o IBGE, foi a agropecuária, que registrou aumento de 3,3%. Em seguida, aparecem a indústria, com expansão de 2,2%, e os serviços, com elevação de 1,1%.
O PIB é a soma das riquezas produzidas por um país durante um determinado período de tempo. A sua variação anual reflete o quanto a economia produziu a mais, ou a menos, que no ano anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses (encerrados em março), a economia do país teve alta de 6,2% em relação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Cálculo do PIB

Para calcular o PIB, são considerados todos os bens e serviços produzidos em um país durante certo período. Isso inclui do pãozinho até o apartamento de luxo.

O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes. A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo usada não entra na contabilidade.

Um carro de 2009, por exemplo, não é computado no PIB de 2010, pois o valor do bem já foi incluído no cálculo daquele outro ano.
(Com informações de Valor e Agência Brasil)

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Setor público tem superávit primário de R$ 13,6 bi em março, novo recorde (Postado por Erick Oliveira)

O setor público consolidado (que inclui o governo, os estados, municípios e empresas estatais) registrou um superávit primário, ou seja, a economia feita para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda, de R$ 13,6 bilhões em março deste ano, informou nesta sexta-feira (29) o Banco Central.
De acordo com a autoridade monetária, o resultado representa um forte crescimento frente ao mesmo período do ano passado, quando foi registrado um déficit primário de R$ 159 milhões. Também representou o melhor resultado para meses de março. A série histórica do BC, para este indicador, começa em dezembro de 2001.
Decomposição do superávit
Na decomposição do resultado primário de março deste ano, o governo respondeu por um superávit de R$ 9,67 bilhões, enquanto os estados e municípios registraram um saldo positivo de R$ 4,4 bilhões - novo recorde para meses de março. As empresas estatais tiveram, por sua vez, um déficit de R$ 511 milhões.
"Os governos regionais contam com aumento do nível de atividade e isso repercute diretamente na arrecadação, em particular no ICMS, que é relevante na composição da receita dos estados. Além disso, têm crescido as transfêrencias constitucionais de forma significativa. Observando as nossas estatísticas, a gente percebe que o primeiro ano [de um governo, no caso dos novos prefeitos e governadores] é de bons resultados. A hipótese que a gente tem é que certamente há uma reorganização das finanças no primeiro ano do governo", disse Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC sobre o bom resultado dos estados e municípios.
Trimestre e meta anual
No acumulado do primeiro trimestre deste ano, ainda segundo números da autoridade monetária, o resultado positivo das contas do setor público foi positivo em R$ 39,26 bilhões, ou 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Isso representa um crescimento de 105% frente ao mesmo período do ano passado, quando o superávit primário somou R$ 19,1 bilhões (2,29% do PIB). Apesar de alto, o esforço fiscal do primeiro trimestre deste ano não bateu recorde para este período. O maior superávit primário para os três primeiros meses de um ano continua sendo aquele registrado em 2008, de R$ 41,5 bilhões.
O esforço fiscal de R$ 39,26 bilhões do primeiro trimestre de 2011 representa 33,2% da meta estabelecida para todo este ano, que é de R$ 117,9 bilhões - o equivalente a cerca de 3% do PIB. Os números do BC mostram que, em 12 meses até março, as contas públicas registraram um superávit primário de R$ 121,8 bilhões, ou 3,23% do PIB.
Resultado nominal e despesa com juros
No conceito nominal, ou seja, que incorpora os juros da dívida pública na conta, o setor público registrou um déficit de R$ 6,94 bilhões em março. Com isso, houve melhora em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando foi registrado um déficit de R$ 17,1 bilhões.
No primeiro trimestre, o resultado negativo nominal somou R$ 19,68 bilhões, ou 2,1% do PIB. Em igual período de 2010, havia totalizado R$ 26,3 bilhões - o equivalente a 3,15% do PIB.
A despesa com juros nominais da dívida pública, por sua vez, somou R$ 20,54  bilhões em março deste ano e R$ 58,94 bilhões, ou 6,3% do PIB, no primeiro trimestre deste ano.
Dívida pública
A dívida líquida do setor público, indicador que é acompanhado com atenção por investidores internacionais, subiu de R$ 1,49 trilhão, ou 39,9% do PIB, em fevereiro deste ano para R$ 1,5 trilhão no mês passado - o equivalente também a 39,9% do PIB. A proporção da dívida com o PIB é considerada mais adequada por especialistas.
Para 2011, a expectativa é de queda na relação dívida/PIB. Caso a meta de superávit primário cheia seja cumprida, ou seja, sem o abatimento de despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), possibilidade já aprovada pelo Congresso Nacional e utilizada nos últimos dois anos pelo governo, a expectativa da equipe econômica é de que a relação dívida/PIB recue para 38% no fim deste ano.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dilma: conter a inflação e crescer 'simultaneamente'

 
Economia| 26/04/2011 | Copyleft

Dilma: conter a inflação e crescer 'simultaneamente'

Ao reativar 'Conselhão', presidenta faz discurso que, com sutileza, coloca combate à inflação e crescimento econômico em pé de igualdade. Em resposta a pressões do 'mercado', ela defende 'serenidade'. Conselheiros ligados a trabalhadores e empresários aplaudem recados. Na mira do 'mercado', ministro da Fazenda e presidente do BC mostram sintonia.

BRASÍLIA – A presidenta Dilma Rousseff reativou, nesta terça-feira (26/04), o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, uma criação do ex-presidente Lula que quase sempre esteve no controle do PT e, agora, passa ao comando do PMDB. A troca da subordinação do chamado Conselhão não foi a única novidade da reunião ocorrida no Palácio do Planalto. Com a pauta do encontro centrada em inflação e crescimento, a presidenta colocou de forma clara, ainda que sutil, os dois elementos em pé de igualdade. “Eu me preocupo com a questão do crescimento econômico e do controle da inflação simultaneamente”, afirmou Dilma no discurso de encerramento da reunião.

A declaração arrematou um raciocínio que a presidenta construiu equilibrando-se nas palavras para não dar aos adversários espaço para a crítica de que o governo tolera aumento de preços em favor de mais PIB. Primeiro, ela havia dito: “Eu tenho o compromisso (…) com o controle da inflação. E eu cumpro meus compromissos.” Em seguida, evitou a expressão “mas” para completar: “Eu também tenho compromisso com o crescimento econômico e social (…) E eu cumpro os meus compromissos.”

A posição de Dilma foi vista com satisfação por trabalhadores e empresários. Para eles, indica uma certa disposição de resistir à pressão do “mercado”, setor que, com a oposição política desarticulada, constitui-se hoje no principal adversário do governo no assunto mais delicado do início da administração Dilma.

“Foi muito importante esse discurso de que o país precisa de crescimento tanto quanto de controle da inflação”, disse o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, que é membro do Conselhão. “Há muito tempo que o mercado montou uma rede de pretoção que só defende o valor da moeda. Mas o país não pode parar de crescer”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, que também é conselheiro.

Segundo um ministro do governo, a presidenta de fato não vai patrocinar qualquer recessão para combater o aumento de preços. Ela aceita que a inflação volte à meta central de 4,5% no ano que vem, como o Banco Central (BC) tem dito que é o objetivo atual. Para 2011, desde que não haja nada parecido com explosão de preços, Dilma admite que a inflação gire em torno do limite autimposto pelo governo de 6,5%.

Serenidade versus pessimismo
Toda a área econômica do governo trabalha com a perspectiva de que a alta de preços ficará abaixo do limite máximo em 2011. Em discursos no Conselhão, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do BC, Alexandre Tombini, mostraram afinação total, ao analisar a conjuntura econômica.

Segundo eles, há uma inflação mundial, que atinge inclusive o Brasil, decorrente da farra de capitais especulativos; verifica-se uma entrada maciça de dólares no país que afeta a atividade econômica; vale à pena controlar gastos públicos para encarar a alta de preços; e, no fim do ano, o Brasil será um dos poucos a exibir crescimento e inflação controlada, apesar das dificuldades.

O problema é que nem Mantega nem Tombini – alvos de antipatia do “mercado”, pois seus currículos não exibem passagens pelo sistema financeiro - parecem conseguir convencer o “mercado” com suas análises. As expectativas do “mercado” são bem piores. No caso da inflação, por exemplo, sobem há seis semanas. Tal pessimismo tende a influenciar a economia real e leva o próprio “mercado” a defender medidas mais duras de combate à inflação. Como juros maiores, com os quais, por sinal, o setor ganha dinheiro.

Mas Dilma também reservou um trecho do discurso para confrontar, outra vez com sutileza, aquele tipo de atitude. “Compreendo quando setores da sociedade, no calor do debate econômico, duvidem de tudo, cobrem diariamente novas medidas, insistem na ação cotidiana e na cobrança de novas e novas medidas contra tal ou qual desequilíbrio afirmou a presidenta.” Mas compreender o calor e a paixão que envolvem normalmente o debate não pode significar, para o governo, aquecê-lo mais do que é necessário. Trataremos sempre com serenidade e segurança as medidas e ações necessárias.”


Fotos: Agência Brasil

domingo, 17 de abril de 2011